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24
Ago 11
publicado por paraisobiblioteca, às 09:00link do post | Comentar

Ler é fundamental para qualquer pessoa. Para além de entreter, abre horizontes, enriquece o nosso vocabulário, aumenta a nossa cultura geral e coloca-nos diante de situações que até podem mudar a nossa vida. Sim, pessoas desatentas e pouco interessadas na leitura: um livro faz isso tudo. Para quem escreve, ler é tão importante quanto praticar a escrita até porque, enquanto se lê, abre-se para nós um mundo novo de narrativas, de figuras de estilo, de géneros literários. Ler o quê?, perguntam. Tudo. Tudo mesmo: desde os grandes clássicos, aos comerciais, aos que ninguém conhece, aos que são detestados, aos que são amados e você não entende muito bem porquê, aos que escrevem bem, aos que escrevem não tão bem, aos que escrevem mal - porque não? Assim, aprende com os erros dele - aos que escrevem sobre o amor, aos que só escrevem sangue, tripas e dentes afiados, aos que filosofam a cada cinco linhas, aos que vos parecem ocos e sem sal, aos que vos cortam a alma com as palavras, aos que elaboram ideias tão boas que você desejaria serem suas. Leiam! E enquanto o fazem, apontem as frases que mais vos tocam, que acharem bonitas e com sentido; frases que pelos jogos de sons, vocês gostam de lê-las em voz alta; frases que são um livro inteiro; ou palavras, também podem ser palavras - gordas, gigantes, onde cabe um mundo: vá, apontem num caderninho isso tudo. Quando acabarem essa obra e tiverem uma lista, façam um teste a vocês mesmos e elaborem um texto com essas mesmas frases e palavras. Um texto só para vocês, claro, que as frases não são vossas. Mas treinem com as expressões dos outros, brinquem um pouco, sozinhos, com o caderno. Usem-nas num contexto diferente: se as tiraram de um livro de fantasia; criem agora uma cena de amor bem real - com essas frases e essas palavras. Este exercício é tão bom porque nos torna maleáveis do ponto de vista narrativo. Eu faço isso muitas vezes. E adoro! Experimentem. Talvez vos surpreenda. É que escrever também passa por estes jogos de faz-de-conta; de experiências e desafios; de aventuras. Tenho para mim que escrever é juntar num só verbo, todas as ações do viver.

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